Nesta terça-feira, 15, a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados do Chile aprovou por oito votos contra cinco, a causa de violação no projeto que pretende despenalizar o aborto no país andino.

O projeto de despenalização do aborto foi enviado ao Congresso pela presidente do Chile, Michelle Bachelet, no início deste ano. Ainda este mês de setembro, deverá ser avaliado pela Comissão de Constituição para, a seguir, ser votado na Câmara dos Deputados. Atualmente, por lei, no Chile, o aborto é absolutamente proibido.

Igreja

Até a manhã desta quarta-feira, 16, os bispos chilenos ainda não haviam se pronunciado sobre a votação específica. Contudo, assim que o projeto de legalização do aborto entrou em votação, o Cardeal Arcebispo de Santiago, Ricardo Ezzati, reiterou a posição contrária da Igreja chilena ao projeto que, além da causa de violação, prevê a despenalização do aborto também nos casos em que a vida da mãe esteja em risco ou quando se diagnostica a “inviabilidade” do feto.

Um dos movimentos mais engajados na luta contra a aprovação do projeto é o coletivo “Mulheres de Branco” que, por meio das redes sociais, já organizou diversas manifestações em todo o País.

O Ministério da Saúde afirma que, em 2012, aproximadamente 30 mil abortos foram realizados no Chile dos quais 3 mil foram praticados em meninas e adolescentes entre 10 e 19 anos.

Recentemente, em uma carta em que explica as Indulgências para o Ano da Misericórdia, o Papa Francisco concedeu a todos os sacerdotes, durante o Ano Santo, a faculdade de perdoar o pecado do aborto.

Fonte: Canção Nova

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