“Nesse momento, todos esperam um novo modo de fazer política, onde não predomine interesse pessoal, partidário, corporativista. Nós precisamos superar essa tendência de querer fazer política sempre por interesses de grupos, de partidos. Isso favorece a corrupção, atrapalha a vida democrática do país. Nós precisamos, então, que a partir desse processo todo, seja qual for o seu desfecho, que tenhamos um novo modo de fazer política”. Foi o que afirmou o presidente da CNBB, Dom Sérgio da Rocha, nesta quinta-feira, 14, em entrevista à imprensa.

O bispo também comentou a posição da CNBB sobre o processo de impeachment de Dilma Rousseff, reafirmando que a Igreja não vai ser posicionar nem a favor, nem contra o impedimento da presidente petista. 

Já o vice-presidente da CNBB, Dom Murilo Krieger, defendeu as manifestações populares, desde que sejam pacíficas e respeitosas. “Isso porque sabemos que, quando nessas manifestações nasce a violência, e geralmente ninguém sabe como começa, a partir daí não se tem mais controle. A violência começa e o desenvolvimento é imprevisível. Violência atrai violência. Quer se manifestar, manifeste-se, mas dentro daquilo que uma democracia exige: respeito pelo outro, pela sua integridade física, inclusive, pelo patrimônio público”.

Dom Murilo também disse que não cabe à Igreja a competência de analisar o lado certo e o errado da crise, nem julgar os suspeitos de corrupção. Compete aos bispos católicos, segundo ele, a missão de apontar um caminho para o melhor desfecho da situação política do país. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.